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Orçado, comprometido, realizado e pago

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Uma obra tem quatro estados de dinheiro. Três deles fecham na mesma linha da planilha orçamentária, porque os três pendem do mesmo serviço da EAP. O quarto é tesouraria, e fica fora do Domus.

Estado O que é De onde sai Onde aparece
Orçado O plano: quanto o serviço deve custar O orçamento aprovado (vigente) Coluna Total da planilha
Comprometido O que já foi assinado com fornecedor Pedidos e contratos lançados na obra Coluna Comprometido
Realizado A nota que chegou: o que de fato saiu Despesas lançadas, pela tela ou pelo ERP via chave de API Coluna Realizado
Pago O dinheiro que saiu do caixa Não existe no Domus —

Orçado contra realizado só acusa quando a nota chega, e nesse momento o material já está no canteiro e a decisão foi tomada meses atrás. O comprometido é o único número que avisa a tempo: o desvio aparece no dia da assinatura do pedido, que é o único momento em que ainda dá para fazer alguma coisa.

Por isso a planilha marca em âmbar o comprometido que passa do orçado, e em rosa o realizado que passa do orçado. Âmbar é aviso; rosa é fato consumado.

Pagar é decisão de caixa, não de obra: depende de prazo negociado, de fluxo e de tesouraria. Misturar o pago ao realizado faria o Domus responder “quanto a obra custou” com um número que muda conforme a empresa decide quando pagar. O custo da obra é a nota, e a nota é o realizado.

A medição diz quanto do serviço aconteceu, em porcentagem acumulada. Ela é outro eixo: diz o que foi feito, não o que foi gasto. O Copiloto Proativo cruza os dois eixos e avisa quando o dinheiro anda mais rápido que a obra. Ver os alertas do Copiloto Proativo.

O orçamento do Domus é custo puro. Não há BDI, encargo, contingência nem preço de venda: BDI é composição comercial, muda por cliente e por concorrência, e misturá-lo ao custo faria o Domus responder “quanto custa” com um número que já contém quanto se pretende ganhar.